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Alceu Valença

Canção do Espantalho

Alceu Valença · Raridades (Anos 70) (2017)

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Compositor: Alceu Valença

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Letra completa

Quando o corpo vai pro lado

E vai pro outro coração

Cante que só passarinho

Jogue o corpo na canção

Ê boi

Que o coração vê caminho

E os pés se movem no chão

Ê boi


Sou cantador de Cajazeira

E vim cantar a minha gente

Gente que não foge do aço

Gente que não corre de macho

Nem de onça ou de mulher


Vem cantar a minha gente

Lá das banda de Cajazeira

Onde um coronel diz que é dono de tudo

Coronel Fragoso

Horroroso, viúvo, véio, barrigudo

Como dizia o bom Joaquim

Pelas ruas de Piancó

Fazendo chacota dele

Quando alguém dizia que em compensação

Ele tinha a casa mais bonita da cidade


Quero um cantinho nessa feira

Pra cantar a minha gente

Gente que não foge de fera

Gente que não corre de guerra

De arruaça e o que vier


E não foge tão pouco do Coronel Fragoso

De quem todo mundo corre

Ou quase se borra de medo

Quando ele vem subindo a jaqueira

Enfezado com a debandada de sua gente

Ou com a seca do Sertão


Quem quiser que venha ver os causos

Que eu conto com satisfação

Pra clarear as cabeça de bom pensar

Sobre os acontecidos em Cajazeira

Lá onde um coronel diz que é bom que só Deus

Porque dá metade pra quem planta e cuida do seu gado

Quem quiser que venha ver se tá tudo certo ou errado

Nos meus causo acontecido

Se gostar que faça uso e bom proveito

Se não gostar continue deixando tudo esquecido

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