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As Galvão

A moda da pinga

As Galvão · Nóis e a Viola (2001)

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Compositor: As Galvão

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Letra completa

Com a marvada pinga é que eu me atrapaio

Eu entro na venda e já dô meu taio

Pego no copo e dali num saio

Ali memo eu bebo, ali memo eu caio

Só pra carregá é queu dô trabaio, oi lá


Marido me disse: Largue de bebê

Eu disse pra ele: Largue de tremê

Oi, quem se embriaga num é vassuncê

Eu com a caninha ei de combatê

Só largo da pinga quando eu morrê, oi lá


Marido me disse, ele me falô

Largue de bebê, peço por favor

Prosa de hóme nunca dei valor

Bebo com o sór quente pra esfriá o calô

E bebo de noite é pra fazer suadô, oi lá


Pego o garrafão é já balanceio

Que é pra mor de vê se tá memo cheio

Num bebo de vez porque acho feio

No primeiro gorpe chego inté no meio

No segundo trago é que eu desvazeio, oi lá


Pinga temperada eu não modifico

Queimada no bule, chupo até no bico

Vô rola na poeira, que nem tico-tico

Vô de quatro pé, estrepando o mico

Mosqueteira ajunta, eu não me implico, oi lá


Cada vez que eu caio, caio deferente

Me asso pra trás e caio pra frente

Caio devagar, caio de repente

Vô de currupio, vô deretamente

Mas sendo de pinga eu caio contente, oi lá


Venho da cidade, já venho cantando

Trago um garrafão que venho chupando

Venho pros caminho

Venho cambreteando

No lugar que eu caio, já fico roncando, oi lá


Eu fui numa festa no rio tietê

Eu lá fui chegando no amanhecê

Já me deram pinga pra mim bebê

Já me deram pinga pra mim bebê

Tava sem fervê


Eu bebi demais e fiquei mamada

Eu caí no chão e fiquei deitada

Aí eu fui pra casa de braço dado

Oi, de braço dado é com dois sordado

Muito obrigado

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