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Luiz Gonzaga

Asa Branca - Ao vivo

Luiz Gonzaga · Radio Live in the 1940's (2020)

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Compositor: Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira

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Letra completa

Quando olhei a terra ardendo

Com a fogueira de São João

Eu perguntei a Deus do céu, ai

Por que tamanha judiação?

Eu perguntei (a Deus do céu, ai)

(Por que tamanha judiação?)


Que braseiro, que fornalha

Nenhum pé de plantação

Por falta d'água, perdi meu gado

Morreu de sede, meu alazão

(Por falta d'água, perdi meu gado)

(Morreu de sede, meu alazão)


'Inté mesmo a asa branca

Bateu asas do sertão

Entonce' eu disse: Adeus, Rosinha

Guarda contigo, meu coração

(Entonce' eu disse: Adeus, Rosinha)

(Guarda contigo, meu coração)


Quando o verde dos teus olhos

Se espalhar na plantação

Eu te asseguro, não chore, não, viu?

Que eu voltarei, viu, meu coração?

(Eu te asseguro, não chore, não, viu?)

(Que eu voltarei, viu, meu coração?)


E o caboco voltou mesmo, menino

Quando ele soube que 'tava relampiando'

Que 'tava trovejando, ele disse: Vou-me embora


Vou plantar minha rocinha, vai vim inverno no sertão

Oxe, Rosa tá me esperando

Caboca sertaneja não faia' no trato


Desarmou a rede, fez a amarra, botou nas costas

Tacou apracata' com rulepe no pé

E na cadência das apracata'


Pataca cruzada, com rulepe

Pataca cruzada, com rulepe

Com rulepe, com rulepe, com rulepe


Ele se lembrou de Rosa

Se houver inverno

Vou dar a maior casada do mundo


Rosa tá me esperando, com rulepe

Pataca cruzada, com rulepe, com rulepe

Caboca sertaneja não faia' no trato


E no meu rancho

Com essa coragem que eu tenho pra trabaiá'

Não vai fartar' nada, não vai faltar arroz, mi', feijão

Não vai faltar macaxeira, jerimum, oxen!


Não vai fartar' amor, nem menino

Pra encurtar a viagem

Ele cantou A Volta Da Asa Branca


Já faz três noites que, pro Norte, relampeia

Asa branca, ouvindo o ronco do trovão

Já bateu asas e voltou pro meu sertão

Ai, ai, eu vou-me embora, vou cuidar da prantação')

(Já bateu asas e voltou pro meu sertão

(Ai, ai, eu vou-me embora, vou cuidar da prantação')


A seca fez eu desertar da minha terra

Mas, felizmente, Deus agora se alembrou'

De mandar chuva pra esse sertão sofredor

Sertão das muié' séria, dos homens trabaiador'

(De mandar chuva pra esse sertão sofredor)

(Sertão das muié' séria, dos homens trabaiador')


Sentindo a chuva, eu me arrescordo' de Rosinha

A linda fror' do meu sertão pernambucano

E se a safra não atrapaiá' meus pranos'

Que que há aí, ô, seu vigário? Vou casar no fim do ano

(E se a safra bão atrapaiá' meus pranos')

Que que há aí, Frei Damião?

Vou casar na suas missão que é mais barato

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