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Trio Nordestino

Asa Branca

Trio Nordestino · Forró Vol. 8 (2013)

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Compositor: Zé Gonzaga

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Letra completa

Quando olhei a terra ardendo

Qual fogueira de São João

Eu preguntei a Deus do céu, ai

Por que tamanha judiação


Eu perguntei a Deus do céu, ai

Por que tamanha judiação


Que braseiro, que fornalha

Nem um pé de plantação

Por falta d'água perdi meu gado

Morreu de sede meu alazão


Por falta d'água perdi meu gado

Morreu de sede meu alazão


Até mesmo a asa branca

Bateu asas do sertão

Entonce eu disse, adeus Rosinha

Guarda contigo meu coração


Entonce eu disse, adeus Rosinha

Guarda contigo meu coração


Hoje longe, muitas léguas

Numa triste solidão

Espero a chuva cair de novo

Pra mim voltar pro meu sertão


Espero a chuva cair de novo

Pra mim voltar pro meu sertão


Quando o verde dos teus olhos

Se espalhar na plantação

Eu te asseguro não chore não, viu

Que eu voltarei, viu

Meu coração


Eu te asseguro não chore não, viu

Que eu voltarei, viu

Meu coração


Quando a lama virou pedra

E Mandacaru secou

Quando o Ribaçã de sede

Bateu asa e voou

Foi aí que eu vim me embora

Carregando a minha dor

Hoje eu mando um abraço

Pra ti pequenina


Paraíba masculina

Muié macho, sim sinhô

Paraíba masculina

Muié macho, sim


Eta pau pereira

Que em Princesa já roncou

Eta Paraíba

Muié macho sim sinhô

Eta pau pereira

Meu bodoque não quebrou

Hoje eu mando

Um abraço pra ti pequenina


Paraíba masculina

Muié macho, sim sinhô

Paraíba masculina

Muié macho, sim sinhô


Tudo em volta é só beleza

Sol de Abril e a mata em flor

Mas Assum Preto, cego dos olhos

Num vendo a luz, ai, canta de dor (bis)


Tarvez por ignorança

Ou maldade das pió

Furaro os olhos do Assum Preto

Pra ele assim, ai, cantá mió (bis)


Assum Preto veve sorto

Mas num pode avuá

Mil vezes a sina de uma gaiola

Desde que o céu, ai, pudesse oiá (bis)


Assum Preto, o meu cantar

É tão triste como o teu

Também roubaro o meu amor

Que era a luz, ai, dos olhos meus


A, bê, cê, dê

Fê, guê, lê, mê

Nê, pê, quê, rê

Tê, vê e zê

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