Compositor: Moyseis Marques
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La traducción al español está debajo de la letra en portugués
Letra completa
Doutor delegado, eu não tive culpa
Foi a sua criada que me convidou
Dizendo que o apartamento era dela
E me pegou pelo braço para jantar com ela
O senhor compreende, a cabrocha é boa
Eu fiquei iludido até pensando que ela fosse a patroa..
Doutor delegado, eu não tive culpa
Foi a sua criada que me convidou
Dizendo que o apartamento era dela
E me pegou pelo braço para jantar com ela
O senhor compreende, a cabrocha é boa
Eu fiquei iludido até pensando que ela fosse a patroa..
Olha eu quero ir embora, doutor
Estou muito aflito
Não me sinto bem dentro do distrito
Passe um sabão nela doutor
Dê isso por acabado
Eu sei se houver processo eu serei condenado
Que vergonha ver meu nome no jornal
Sou de boa família e não quero deixar minha gente mal
..........
Menino eu fui para São Paulo procurar trabalho
E não me dei com o frio
Eu tive que voltar outra vez para o Rio
Porque aqui no Distrito Federal
O calor é de lascar
E veja o meu azar:
Comprei o "Jornal do Brasil"
Emprego tinha mais de mil
E eu não arranjei um só...
Telegrafei para a vovó
Ela tem uma bodega no Recife, Pernambuco
Eu disse pra ela que estou quase maluco
E que não tenho nem onde morar, o quê que há?
Estou dormindo ao relento, valei-me nossa Senhora!
O meu travesseiro é um "Diário da Noite"
E o resto do corpo fica na "Última Hora".
Mas se eu voltar, aquela turma lá do Norte me arrasa
Principalmente o povo lá de casa
Que vai perguntar por que é que eu vim me embora.
Porisso eu vou ficando
Dormindo aqui na porta do Municipal
Com quatro mil-réis eu compro meu enxoval:
"Diário da Noite" e a "Última Hora"
É o "Diário da Noite" e a "Última Hora"
Traducción
Doctor, oficial, no fue mi culpa
Fue su criada quien me invitó
diciendo que el apartamento era de ella
Y me tomó del brazo para cenar con ella
Usted comprende, la muchacha es guapa
Me ilusioné, incluso pensando que ella era la jefa...
Doctor, oficial, no fue mi culpa
Fue su criada quien me invitó
diciendo que el apartamento era de ella
Y me tomó del brazo para cenar con ella
Usted comprende, la muchacha es guapa
Me ilusioné, incluso pensando que ella era la jefa...
Mire, quiero irme a casa, doctor
Estoy muy angustiado
No me siento bien dentro de la comisaría
Dele un regaño, doctor
Considérelo terminado
Sé que si hay un juicio, seré condenado
Qué vergüenza ver mi nombre en el periódico
Soy de buena familia y no quiero disgustar a mi gente
..........
Muchacho, fui a São Paulo a buscar trabajo
Y no pude soportar el frío
Tuve que volver a Río otra vez
Porque aquí en el Distrito Federal
El calor es abrasador
Y mira mi mala suerte:
Compré el "Jornal do Brasil"
Había más de mil empleos
Y no conseguí ni uno...
Telegrafié a la abuela
Ella tiene una pequeña tienda en Recife, Pernambuco
Le dije que estoy casi loco
Y que ni siquiera tengo un lugar donde vivir, ¿qué pasa?
Estoy durmiendo al aire libre, ¡ayúdame, Nuestra Señora!
Mi almohada es un "Diário da Noite"
Y el resto de mi cuerpo está en la "Última Hora".
Pero si vuelvo, esa gente del Norte me destrozará
Especialmente la gente de casa
Que preguntará por qué me fui.
Por eso me quedo
Durmiendo aquí en la puerta del Teatro Municipal
Con cuatro mil reales compro mi ajuar:
"Diário da Noite" y "Última Hora"
Es el "Diário da Noite" y la "Última Hora"