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Luiz Gonzaga

Boiadeiro / Cigarro de PaiaVaquero / Cigarrillo de Paja

Luiz Gonzaga · Baião Dos Hippies Baião de los Hippies (2021)

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Compositor: Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira

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Las traducciones son generadas por inteligencia artificial y pueden contener imprecisiones — especialmente con expresiones culturales brasileñas, jerga regional y frases cortas, donde es difícil para la IA entender el contexto. Aun así, esperamos que te ayude a seguir la música. Si encuentras algo que pueda mejorarse, contáctanos!

La traducción al español está debajo de la letra en portugués

Letra completa

Vai, boiadeiro, que a noite já vem

Guarda o teu gado e vai pra junto do teu bem


De manhãzinha, quando eu sigo pela estrada

Minha boiada, pra invernada, eu vou levar

São dez cabeça', é muito pouco, é quase nada

Mas não tem outras mais bonitas no lugar


Vai boiadeiro, que o dia já vem

Leva o teu gado e vai pensando no teu bem


De tardezinha, quando eu venho pela estrada

A fiarada' tá todinha me esperando

São dez fiínho', é muito pouco, é quase nada

Mas não tem outros mais bonitos no lugar


Vai, boiadeiro, que a tarde já vem

Leva o teu gado e vai pensando no teu bem


Ê, gado!

Ê, gado!

Ê, lá, ô, gado!

Uh, gado!


E quando eu chego na cancela da morada

Minha Rosinha vem correndo me abraçar

É pequenina, é miudinha, é quase nada

Mas não tem outra mais bonita no lugar


Vai, boiadeiro, que a noite já vem

Guarda o teu gado e vai pra junto do teu bem


Meu cigarro de paia'

Meu cavalo ligeiro

Minha rede de maia'

Meu cachorro perdigueiro


Quando a manhã vai clareando

Deixo a rede a balançar

No meu cavalo, vou montando

Deixo o cão pra vigiar


'Cendo um cigarro, vez em quando

Pra esquecer de me alembrar'

Que só me falta uma bonita morena

Pra mais nada, me faltar


Que só me falta uma bonita morena

Pra mais nada, me faltar


Eu sou um caboco' feliz

Se eu nascesse de novo

Eu queria ser o mesmo Manuel Luiz

Se eu nascesse de novo e pudesse escolher

Mais do que eu sou, não queria ser


Eu queria nascer na fazenda da Caiçara

Lá em Exu, Pernambuco

Mermo' na divisinha do Ceará


É por isso que eu costumo dizer

Que uma banda minha é pernambucana

A outra banda é cearense


Quando eu, ah, quero nem dizer

Quando eu ficasse taludinho assim

Eu queria logo comprar logo uma sanfona

Pra ajudar meu pai nos toque', lá nos forró'


Eu queria ser fi' de Januário mesmo e de Dona Santana

Mais do que eu sou, não queria ser, não sinhô'

Se eu nascesse de novo e pudesse escolher


Ah, quando chegasse 1930, eu entrava no colégio

18 anos de idade

Colégio do pobre é o, é o Exército brasileiro

Sentava braço


Fazia revolução como o diabo

Não dava nem um tiro

Eita, Brasil bom danado!


Ah, eu queria ser o rei do baião

Mas não era mole, não, meu irmão


Quando eu chegasse no Rio de Janeiro em 39

Eu ia tocar na zona violenta, da pesada, lá no mangue

Correndo do pino nos gringo'

Queria ser tudo isso, oxente

Eu queria ser o rei do baião


Até que uma certa noite chegasse lá, assim

Um, um grupo de cearense

Diziam que eram universitários, sei lá o que era isso

Era estudante mesmo


Depois de me agradarem muito

Fizeram uma exigência

Olha, caboco'

Quando a gente voltar aqui, outra vez, nesse lugar


Nos só damo' dinheiro a você

Se você tocar um negoço' lá daqueles pé de serra

Cê não é sertanejo?

Cê num é da Serra do Araripe? Eu digo: Sou

Tá feita a exigência


Aí, eu fiz uma recapitulação

Organizei esse númerozinho que eu entrei tocando

Com ele, aqui, agora o vira e mexe

É, foi o primeiro


Quando os cearense' chegaram, eu disse pra eles

Olha, tenho um negocinho aqui pra empurrar em vocês

Então manda! Lasquei brasa!


É isso aí, caboco!

Naquele tempo era caboco, agora é bicho

É isso mesmo!


Agora você pode até visitar nossa república

Que diabo é isso?

Tem uma república lá na Lapa, na pesada

Lá é que é pesada mesmo, viu?

Só de cearense

E você tá convidado pra ir lá tocar pra nóis'


Eu fui, 'tava agradando

Fui conhecer a república dos cearense'

Quando eu cheguei lá, era a maior bagunça do mundo

Já viu? República de estudante ainda mais cearense


Aí, um em tom de blague, disse assim

Apresentei o presidente da república

Sabe quem era? Armando Falcão!

O homi' quase foi o presidente da repu...

Quase foi o Presidente da República mesmo, rapaz


Bacharel, deputado, líder, ministro

Foi tudo isso

Faltou pouco pra ser Presidente da República


E se eu nascesse de novo e pudesse escolher

Quando chegasse o dia, 24, hoje, né?

24 de março de 1972, a essa horinha mermin'

Cês querem saber onde é que eu queria estar?


Era aqui com vocês, no Teatro Tereza Raquel

Enrolando vocês na conversa contando essa história

Com a presença do Deputado Armando Falcão

Que tá aqui entre nós, que não me deixa mentir


Foi no governo de Juscelino que ele manobrou

Manobrou na política, meu irmão

Tem nada não, nós tamo' aí

O senhor na sua, e eu na minha


Agora o senhor tá aguentado aí, aguente

Tá sentado aí, aguente meu negócio

Que lá vai chumbo, caboco'


Vai, boiadeiro, que a noite já vem

Guarda o teu gado e vai pra junto do teu bem

Traducción

Ve, vaquero, que la noche ya viene

Guarda tu ganado y ve junto a tu bien


Por la mañana, cuando sigo por la carretera

Mi ganado, al pastizal de invierno, voy a llevar

Son diez cabezas, es muy poco, es casi nada

Pero no hay otras más bonitas en el lugar


Ve vaquero, que el día ya viene

Lleva tu ganado y ve pensando en tu bien


Por la tarde, cuando vengo por la carretera

Los niños me están esperando todos

Son diez pequeños, es muy poco, es casi nada

Pero no hay otros más bonitos en el lugar


Ve, vaquero, que la tarde ya viene

Lleva tu ganado y ve pensando en tu bien


¡Eh, ganado!

¡Eh, ganado!

¡Eh, allá, oh, ganado!

¡Uh, ganado!


Y cuando llego a la puerta de la morada

Mi Rosinha viene corriendo a abrazarme

Es pequeña, es menuda, es casi nada

Pero no hay otra más bonita en el lugar


Ve, vaquero, que la noche ya viene

Guarda tu ganado y ve junto a tu bien


Mi cigarrillo de paja

Mi caballo ligero

Mi hamaca de malla

Mi perro perdiguero


Cuando la mañana va clareando

Dejo la hamaca balanceándose

En mi caballo, voy montando

Dejo al perro para vigilar


Encendiendo un cigarrillo, de vez en cuando

Para olvidarme de acordarme

Que solo me falta una bonita morena

Para nada más, me falta


Que solo me falta una bonita morena

Para nada más, me falta


Soy un campesino feliz

Si naciera de nuevo

Querría ser el mismo Manuel Luiz

Si naciera de nuevo y pudiera elegir

Más de lo que soy, no querría ser


Quería nacer en la hacienda de Caiçara

Allá en Exu, Pernambuco

Mismo en la división de Ceará


Es por eso que acostumbro a decir

Que una banda mía es pernambucana

La otra banda es cearense


Cuando yo, ah, quiero ni decir

Cuando me pusiera grandecito así

Quería luego comprar luego un acordeón

Para ayudar a mi padre en los toques, allá en los forrós


Quería ser hijo de Januário mismo y de Doña Santana

Más de lo que soy, no querría ser, no señor

Si naciera de nuevo y pudiera elegir


Ah, cuando llegara 1930, entraría en el colegio

18 años de edad

El colegio del pobre es el, es el Ejército brasileño

Sentaba brazo


Hacía revolución como el diablo

No daba ni un tiro

¡Eita, Brasil bueno dañado!


Ah, quería ser el rey del baião

Pero no era fácil, no, mi hermano


Cuando llegara a Río de Janeiro en el 39

Iba a tocar en la zona violenta, de la pesada, allá en el manglar

Corriendo del pino en los gringos

Quería ser todo eso, oxente

Quería ser el rey del baião


Hasta que una cierta noche llegara allá, así

Un, un grupo de cearenses

Decían que eran universitarios, no sé qué era eso

Era estudiante mismo


Después de agradarme mucho

Hicieron una exigencia

Mira, campesino

Cuando volvamos aquí, otra vez, en este lugar


Solo te damos dinero a ti

Si tocas un negocio de aquellos pie de sierra

¿No eres sertanejo?

¿No eres de la Sierra de Araripe? Yo digo: Soy

Está hecha la exigencia


Ahí, hice una recapitulación

Organicé ese numerito que entré tocando

Con él, aquí, ahora el vira y mexe

Es, fue el primero


Cuando los cearenses llegaron, les dije

Mira, tengo un negocito aquí para empujarles

¡Entonces manda! ¡Lasqué brasa!


¡Eso es, campesino!

En aquel tiempo era campesino, ahora es bicho

¡Eso mismo!


Ahora puedes hasta visitar nuestra república

¿Qué diablo es eso?

Tiene una república allá en Lapa, en la pesada

Allá es que es pesada mismo, ¿viste?

Solo de cearenses

Y estás invitado a ir allá a tocar para nosotros


Fui, estaba agradando

Fui a conocer la república de los cearenses

Cuando llegué allá, era el mayor desorden del mundo

¿Ya viste? República de estudiante aún más cearense


Ahí, uno en tono de broma, dijo así

Presenté al presidente de la república

¿Sabes quién era? ¡Armando Falcão!

El hombre casi fue el presidente de la repu...

Casi fue el Presidente de la República mismo, muchacho


Bachiller, diputado, líder, ministro

Fue todo eso

Faltó poco para ser Presidente de la República


Y si naciera de nuevo y pudiera elegir

Cuando llegara el día, 24, hoy, ¿no?

24 de marzo de 1972, a esa horita mermin'

¿Quieren saber dónde es que quería estar?


Era aquí con ustedes, en el Teatro Tereza Raquel

Envolviéndolos en la conversación contando esta historia

Con la presencia del Diputado Armando Falcão

Que está aquí entre nosotros, que no me deja mentir


Fue en el gobierno de Juscelino que él maniobró

Maniobró en la política, mi hermano

No pasa nada, nosotros estamos ahí

El señor en la suya, y yo en la mía


Ahora el señor está aguantando ahí, aguante

Está sentado ahí, aguante mi negocio

Que allá va plomo, campesino


Ve, vaquero, que la noche ya viene

Guarda tu ganado y ve junto a tu bien

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