Compositor: Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira
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La traducción al español está debajo de la letra en portugués
Letra completa
Vai, boiadeiro, que a noite já vem
Guarda o teu gado e vai pra junto do teu bem
De manhãzinha, quando eu sigo pela estrada
Minha boiada, pra invernada, eu vou levar
São dez cabeça', é muito pouco, é quase nada
Mas não tem outras mais bonitas no lugar
Vai boiadeiro, que o dia já vem
Leva o teu gado e vai pensando no teu bem
De tardezinha, quando eu venho pela estrada
A fiarada' tá todinha me esperando
São dez fiínho', é muito pouco, é quase nada
Mas não tem outros mais bonitos no lugar
Vai, boiadeiro, que a tarde já vem
Leva o teu gado e vai pensando no teu bem
Ê, gado!
Ê, gado!
Ê, lá, ô, gado!
Uh, gado!
E quando eu chego na cancela da morada
Minha Rosinha vem correndo me abraçar
É pequenina, é miudinha, é quase nada
Mas não tem outra mais bonita no lugar
Vai, boiadeiro, que a noite já vem
Guarda o teu gado e vai pra junto do teu bem
Meu cigarro de paia'
Meu cavalo ligeiro
Minha rede de maia'
Meu cachorro perdigueiro
Quando a manhã vai clareando
Deixo a rede a balançar
No meu cavalo, vou montando
Deixo o cão pra vigiar
'Cendo um cigarro, vez em quando
Pra esquecer de me alembrar'
Que só me falta uma bonita morena
Pra mais nada, me faltar
Que só me falta uma bonita morena
Pra mais nada, me faltar
Eu sou um caboco' feliz
Se eu nascesse de novo
Eu queria ser o mesmo Manuel Luiz
Se eu nascesse de novo e pudesse escolher
Mais do que eu sou, não queria ser
Eu queria nascer na fazenda da Caiçara
Lá em Exu, Pernambuco
Mermo' na divisinha do Ceará
É por isso que eu costumo dizer
Que uma banda minha é pernambucana
A outra banda é cearense
Quando eu, ah, quero nem dizer
Quando eu ficasse taludinho assim
Eu queria logo comprar logo uma sanfona
Pra ajudar meu pai nos toque', lá nos forró'
Eu queria ser fi' de Januário mesmo e de Dona Santana
Mais do que eu sou, não queria ser, não sinhô'
Se eu nascesse de novo e pudesse escolher
Ah, quando chegasse 1930, eu entrava no colégio
18 anos de idade
Colégio do pobre é o, é o Exército brasileiro
Sentava braço
Fazia revolução como o diabo
Não dava nem um tiro
Eita, Brasil bom danado!
Ah, eu queria ser o rei do baião
Mas não era mole, não, meu irmão
Quando eu chegasse no Rio de Janeiro em 39
Eu ia tocar na zona violenta, da pesada, lá no mangue
Correndo do pino nos gringo'
Queria ser tudo isso, oxente
Eu queria ser o rei do baião
Até que uma certa noite chegasse lá, assim
Um, um grupo de cearense
Diziam que eram universitários, sei lá o que era isso
Era estudante mesmo
Depois de me agradarem muito
Fizeram uma exigência
Olha, caboco'
Quando a gente voltar aqui, outra vez, nesse lugar
Nos só damo' dinheiro a você
Se você tocar um negoço' lá daqueles pé de serra
Cê não é sertanejo?
Cê num é da Serra do Araripe? Eu digo: Sou
Tá feita a exigência
Aí, eu fiz uma recapitulação
Organizei esse númerozinho que eu entrei tocando
Com ele, aqui, agora o vira e mexe
É, foi o primeiro
Quando os cearense' chegaram, eu disse pra eles
Olha, tenho um negocinho aqui pra empurrar em vocês
Então manda! Lasquei brasa!
É isso aí, caboco!
Naquele tempo era caboco, agora é bicho
É isso mesmo!
Agora você pode até visitar nossa república
Que diabo é isso?
Tem uma república lá na Lapa, na pesada
Lá é que é pesada mesmo, viu?
Só de cearense
E você tá convidado pra ir lá tocar pra nóis'
Eu fui, 'tava agradando
Fui conhecer a república dos cearense'
Quando eu cheguei lá, era a maior bagunça do mundo
Já viu? República de estudante ainda mais cearense
Aí, um em tom de blague, disse assim
Apresentei o presidente da república
Sabe quem era? Armando Falcão!
O homi' quase foi o presidente da repu...
Quase foi o Presidente da República mesmo, rapaz
Bacharel, deputado, líder, ministro
Foi tudo isso
Faltou pouco pra ser Presidente da República
E se eu nascesse de novo e pudesse escolher
Quando chegasse o dia, 24, hoje, né?
24 de março de 1972, a essa horinha mermin'
Cês querem saber onde é que eu queria estar?
Era aqui com vocês, no Teatro Tereza Raquel
Enrolando vocês na conversa contando essa história
Com a presença do Deputado Armando Falcão
Que tá aqui entre nós, que não me deixa mentir
Foi no governo de Juscelino que ele manobrou
Manobrou na política, meu irmão
Tem nada não, nós tamo' aí
O senhor na sua, e eu na minha
Agora o senhor tá aguentado aí, aguente
Tá sentado aí, aguente meu negócio
Que lá vai chumbo, caboco'
Vai, boiadeiro, que a noite já vem
Guarda o teu gado e vai pra junto do teu bem
Traducción
Ve, vaquero, que la noche ya viene
Guarda tu ganado y ve junto a tu bien
Por la mañana, cuando sigo por la carretera
Mi ganado, al pastizal de invierno, voy a llevar
Son diez cabezas, es muy poco, es casi nada
Pero no hay otras más bonitas en el lugar
Ve vaquero, que el día ya viene
Lleva tu ganado y ve pensando en tu bien
Por la tarde, cuando vengo por la carretera
Los niños me están esperando todos
Son diez pequeños, es muy poco, es casi nada
Pero no hay otros más bonitos en el lugar
Ve, vaquero, que la tarde ya viene
Lleva tu ganado y ve pensando en tu bien
¡Eh, ganado!
¡Eh, ganado!
¡Eh, allá, oh, ganado!
¡Uh, ganado!
Y cuando llego a la puerta de la morada
Mi Rosinha viene corriendo a abrazarme
Es pequeña, es menuda, es casi nada
Pero no hay otra más bonita en el lugar
Ve, vaquero, que la noche ya viene
Guarda tu ganado y ve junto a tu bien
Mi cigarrillo de paja
Mi caballo ligero
Mi hamaca de malla
Mi perro perdiguero
Cuando la mañana va clareando
Dejo la hamaca balanceándose
En mi caballo, voy montando
Dejo al perro para vigilar
Encendiendo un cigarrillo, de vez en cuando
Para olvidarme de acordarme
Que solo me falta una bonita morena
Para nada más, me falta
Que solo me falta una bonita morena
Para nada más, me falta
Soy un campesino feliz
Si naciera de nuevo
Querría ser el mismo Manuel Luiz
Si naciera de nuevo y pudiera elegir
Más de lo que soy, no querría ser
Quería nacer en la hacienda de Caiçara
Allá en Exu, Pernambuco
Mismo en la división de Ceará
Es por eso que acostumbro a decir
Que una banda mía es pernambucana
La otra banda es cearense
Cuando yo, ah, quiero ni decir
Cuando me pusiera grandecito así
Quería luego comprar luego un acordeón
Para ayudar a mi padre en los toques, allá en los forrós
Quería ser hijo de Januário mismo y de Doña Santana
Más de lo que soy, no querría ser, no señor
Si naciera de nuevo y pudiera elegir
Ah, cuando llegara 1930, entraría en el colegio
18 años de edad
El colegio del pobre es el, es el Ejército brasileño
Sentaba brazo
Hacía revolución como el diablo
No daba ni un tiro
¡Eita, Brasil bueno dañado!
Ah, quería ser el rey del baião
Pero no era fácil, no, mi hermano
Cuando llegara a Río de Janeiro en el 39
Iba a tocar en la zona violenta, de la pesada, allá en el manglar
Corriendo del pino en los gringos
Quería ser todo eso, oxente
Quería ser el rey del baião
Hasta que una cierta noche llegara allá, así
Un, un grupo de cearenses
Decían que eran universitarios, no sé qué era eso
Era estudiante mismo
Después de agradarme mucho
Hicieron una exigencia
Mira, campesino
Cuando volvamos aquí, otra vez, en este lugar
Solo te damos dinero a ti
Si tocas un negocio de aquellos pie de sierra
¿No eres sertanejo?
¿No eres de la Sierra de Araripe? Yo digo: Soy
Está hecha la exigencia
Ahí, hice una recapitulación
Organicé ese numerito que entré tocando
Con él, aquí, ahora el vira y mexe
Es, fue el primero
Cuando los cearenses llegaron, les dije
Mira, tengo un negocito aquí para empujarles
¡Entonces manda! ¡Lasqué brasa!
¡Eso es, campesino!
En aquel tiempo era campesino, ahora es bicho
¡Eso mismo!
Ahora puedes hasta visitar nuestra república
¿Qué diablo es eso?
Tiene una república allá en Lapa, en la pesada
Allá es que es pesada mismo, ¿viste?
Solo de cearenses
Y estás invitado a ir allá a tocar para nosotros
Fui, estaba agradando
Fui a conocer la república de los cearenses
Cuando llegué allá, era el mayor desorden del mundo
¿Ya viste? República de estudiante aún más cearense
Ahí, uno en tono de broma, dijo así
Presenté al presidente de la república
¿Sabes quién era? ¡Armando Falcão!
El hombre casi fue el presidente de la repu...
Casi fue el Presidente de la República mismo, muchacho
Bachiller, diputado, líder, ministro
Fue todo eso
Faltó poco para ser Presidente de la República
Y si naciera de nuevo y pudiera elegir
Cuando llegara el día, 24, hoy, ¿no?
24 de marzo de 1972, a esa horita mermin'
¿Quieren saber dónde es que quería estar?
Era aquí con ustedes, en el Teatro Tereza Raquel
Envolviéndolos en la conversación contando esta historia
Con la presencia del Diputado Armando Falcão
Que está aquí entre nosotros, que no me deja mentir
Fue en el gobierno de Juscelino que él maniobró
Maniobró en la política, mi hermano
No pasa nada, nosotros estamos ahí
El señor en la suya, y yo en la mía
Ahora el señor está aguantando ahí, aguante
Está sentado ahí, aguante mi negocio
Que allá va plomo, campesino
Ve, vaquero, que la noche ya viene
Guarda tu ganado y ve junto a tu bien