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Luiz Gonzaga

Estrada De Caninde/Respeita Januario - Ao VivoCarretera de Canindé / Respeta Januário - En Vivo

Luiz Gonzaga · Luiz Gonzaga Volta Pra Curtir Luiz Gonzaga Vuelve Para Disfrutar (1972)

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Compositor: Luiz Gonzaga

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Las traducciones son generadas por inteligencia artificial y pueden contener imprecisiones — especialmente con expresiones culturales brasileñas, jerga regional y frases cortas, donde es difícil para la IA entender el contexto. Aun así, esperamos que te ayude a seguir la música. Si encuentras algo que pueda mejorarse, contáctanos!

La traducción al español está debajo de la letra en portugués

Letra completa

Automóvel lá nem se sabe

Se é homi ou se é muié

Quem é rico anda em burrico

Quem é pobre anda a pé


Mas o pobre vê nas estradas

O orvalho beijando as flor

Vê de perto o galo-campina

Que quando canta muda de cor


Vai molhando os pés nos riacho

Que água fresca nosso senhor

Vai olhando coisa a grané

Coisas que pra mode vê

O cristão tem que andar a pé


(Ai ai que bom)

(Que bom que bom que é)

Uma estrada e uma cabocla

Com a gente andando a pé


(Ai ai que bom)

(Que bom que bom que é)

Uma estrada e a lua branca

No sertão de canindé


Automóvel lá nem se sabe

Se é homi ou se é muié

Quem é rico anda em burrico

Quem é pobre anda a pé


Mas o pobre vê nas estrada

O orvalho beijando as flor

Vê de perto o galo-campina

Que quando canta muda de cor


Vai molhando os pés nos riacho

Que água fresca nosso senhor

Vai olhando coisa a grané

Coisas que pra mode vê

O cristão tem que andar a pé


(Ai ai que bom)

(Que bom que bom que é)

Uma estrada e uma cabocla

Com a gente andando a pé


(Ai ai que bom)

(Que bom que bom que é)

Uma estrada e a lua branca

No sertão de canindé


Automóvel lá nem se sabe

Se é homi ou se é muié

Quem é rico anda em burrico

Quem é pobre anda a pé


Só voltei em casa 16 anos

Despois da minha arribada


E só fugi de casa

Por que eu queria casar

Mãe era mulher violenta

Casar? hum


Nós era tocadorzinho de pé de serra

Namorador como o diabo

Neguinho fiota

Namorei uma estudante


Ah menino, quando o pai da moça soube

Deu uma popa da mulesta

Ha, tocadorzinho sem futuro

Luiz, casar com?

Deixa ele vir pra cá que eu dou-lhe uma pisa


Eu soube

No dia da feira, tomei umas lapada de cana

Escorei o homem na feira


"Ô senhor Raimundo, o senhor me chamou de molequinho sem futuro?"

(E o que mais, Luiz?)


"O senhor disse que eu era um tocadorzinho de meia tigela?"

(E o que mais, Luiz?)


Que eu não prestava pra casar com sua filha

(E o que mais, Luiz?)


Mentira, Luiz! Isso é invenção desse povo

Tu? Meu coração

Filho de Januário e de Santana


O homem era muito vivo

Eu sai dali, fui contar vantagem no meio dos amigos

Taides, como era brabo

Fui lá, encostei ele no meio da feira

Disse-lhe o diabo, eu disse as do fim

E ele se acovardou


Nessa hora mesmo ele tava conversando com mãe lá na feira das cordas

"Santana, foge daqui com Luiz, pra evitar uma desgraça"

"Me insultou, só não dei-lhe umas tapas porque é seu filho"


Na mesma hora voltamos pra casa

Chegamos em casa assim, todo mundo se admirou


"Mas Santana, essa hora já voltou da feira?

Não vendeu nem as corda, o que que houve?"

Dai a pouco, menino, foi um São João de Reis


Lá dentro da camarinha

Não queria matar o homem? Toma toma valente

Meu pai na porta, quando eu fugi

Que fui passando perto do meu pai

Meu pai que nunca tinha me batido aproveitou e emendou


Ah menino, só voltei 16 anos depois

Ninguém se lembrava mais de mim

Aí eu comecei a especular


Quando eu cheguei distante assim de casa

Umas 6 léguas

Boa tarde

Boas tarde

Vosmicê tem uma aguinha dormida aí

Ele disse: arruma

Lá vem o homi com o caneco d'água


Aguinha salobra essa daqui hein?

"É, esses pé-de-serra é tudo assim"

Povo por aqui ainda dança?

"Nas quatro festa do ano"


Tem tocador bom por aqui?

"Só Januário véi"

Ele é bom mermo?

"Nunca encontrou quem lhe butasse a cangalha, no fole de oito baixo!"


Ele tem uns fi que toca, né?

É... mas foram embora pro Sul

Não vem aqui mais não, que eles não são besta

Me chamou de besta


Daqui o Exu ainda é muito longe?

É umas seis léguas

Aqui pra nós

Agora nesse carro aí não dá nem quatro


Aí, eu arquitetei um plano:

Vou chegar em casa de madrugada

Quero pregar uma peça no véi Januário

Ele não me conhece mais

Vou pregar o maior susto nele

Não tenho medo não

Que ele tem o coração bom


Cheguei em casa meia-noite

Aquele silêncio

Cachorro latiu de cá, outro latiu de lá

Cheguei mermo na nossa casa veia


Ô de casa?

Ninguém

Ô de casa!

Ninguém


Aí, eu me lembrei

Do prefixo sertanejo

Louvado seja

Nosso Senhor Jesus Cristo!

Para sempre

Seja Deus louvado


É seu Januário?

Sim senhor

Tenho um recado pro senhor

Que seu filho mandou, Luiz!


Mas, quando vié daí,

Seu Januário

Traga um coco de água pra eu

Que eu tô morrendo de sede

Vi o velho acender o candiero

Lá dentro


Daí mais uma coisinha

Escutei foi o tibumgado do caneco

No pote

Tibum


Aí, olhei pela brecha da janela,

O véi vem

Com o candiero na mão,

Caneco d'água na outra


Marquei qual era a janela que ele ia abrir

Aí, butei minha cara mermo na janela

Assim

Quando ele abriu

Tava de cara com cara.

Ele se encandeou no candiero

E disse

"Quem é o senhor?"

Eu disse, na cara dele

"Luiz Gonzaga, seu filho!"

"Isso é hora de você chegar em casa

Corno sem vergonha?!"


Quando eu voltei lá no

Peraí! Então eu sou chamado de corno

E vocês aplaudem?


Quando eu voltei lá no sertão

Quis zombar de Januário

Com meu fole prateado


Só de baixo, 120

Botão preto bem juntinho

Como nego empariado


Mas antes de fazer bonito

De passagem por Granito

Foram logo me dizendo

De Taboca a Rancharia

De Salgueiro a Bodocó

Januário é o maior


E foi que me falou, meio zangado

O véi Jacó

Luiz, respeita Januário

Luiz, respeita Januário

Luiz, tu pode ser famoso

Mas seu pai é mais tinhoso

E com ele ninguém vai, Luiz

Luiz, respeita os oito baixo do teu pai


É com o veio macho ninguém vai

É, Luiz. Tu tá muito importante

Mas tu tem que respeitar

Os oito baixo de seu pai, Luiz

Januário é Januário, Luiz

Eita, serviço danado

E tome Xote

E tome Samba

E tome dança em sala de rebôco

Traducción

Automóvil allí ni se sabe

Si es hombre o si es mujer

Quien es rico anda en borrico

Quien es pobre anda a pie


Pero el pobre ve en los caminos

El rocío besando las flores

Ve de cerca al galo-campina

Que cuando canta cambia de color


Va mojando los pies en el arroyo

¡Qué agua fresca, nuestro señor!

Va mirando cosas a granel

Cosas que para poder ver

El cristiano tiene que andar a pie


(Ay ay qué bueno)

(Qué bueno qué bueno que es)

Un camino y una cabocla

Con uno andando a pie


(Ay ay qué bueno)

(Qué bueno qué bueno que es)

Un camino y la luna blanca

En el sertão de canindé


Automóvil allí ni se sabe

Si es hombre o si es mujer

Quien es rico anda en borrico

Quien es pobre anda a pie


Pero el pobre ve en los caminos

El rocío besando las flores

Ve de cerca al galo-campina

Que cuando canta cambia de color


Va mojando los pies en el arroyo

¡Qué agua fresca, nuestro señor!

Va mirando cosas a granel

Cosas que para poder ver

El cristiano tiene que andar a pie


(Ay ay qué bueno)

(Qué bueno qué bueno que es)

Un camino y una cabocla

Con uno andando a pie


(Ay ay qué bueno)

(Qué bueno qué bueno que es)

Un camino y la luna blanca

En el sertão de canindé


Automóvil allí ni se sabe

Si es hombre o si es mujer

Quien es rico anda en borrico

Quien es pobre anda a pie


Solo volví a casa 16 años

Después de mi partida


Y solo huí de casa

Porque yo quería casarme

Mamá era una mujer violenta

¿Casarme? hum


Éramos un tocadorcito de pé de serra

Enamorado como el diablo

Neguinho fiota

Me enamoré de una estudiante


Ah, muchacho, cuando el padre de la chica se enteró

Dio una paliza de la mulesta

Ja, tocadorcito sin futuro

Luiz, ¿casarse con?

Déjalo venir aquí que le doy una paliza


Yo supe

El día de la feria, tomé unos tragos de cachaça

Confronté al hombre en la feria


"Oh señor Raimundo, ¿usted me llamó mocoso sin futuro?"

(¿Y qué más, Luiz?)


"¿Usted dijo que yo era un tocadorcito de poca monta?"

(¿Y qué más, Luiz?)


Que yo no servía para casarme con su hija

(¿Y qué más, Luiz?)


¡Mentira, Luiz! Eso es invención de esa gente

¿Tú? Mi corazón

Hijo de Januário y de Santana


El hombre era muy vivo

Salí de allí, fui a contar la hazaña entre mis amigos

Taides, qué bravo era

Fui allí, lo acorralé en medio de la feria

Le dije el diablo, le dije las últimas

Y él se acobardó


En ese mismo momento él estaba conversando con mamá allí en la feria de las cuerdas

"Santana, huye de aquí con Luiz, para evitar una desgracia"

"Me insultó, solo no le di unas bofetadas porque es su hijo"


En el mismo momento volvimos a casa

Llegamos a casa así, todo el mundo se admiró


"Pero Santana, ¿a esta hora ya regresaste de la feria?

No vendiste ni las cuerdas, ¿qué pasó?"

Poco después, muchacho, fue un São João de Reis


Allí dentro del cuartito

¿No querías matar al hombre? Toma toma valiente

Mi padre en la puerta, cuando huí

Que fui pasando cerca de mi padre

Mi padre que nunca me había pegado aprovechó y me dio


Ah, muchacho, solo volví 16 años después

Nadie se acordaba ya de mí

Entonces empecé a especular


Cuando llegué así de lejos de casa

Unas 6 leguas

Buenas tardes

Buenas tardes

¿Usted tiene un poquito de agua reposada ahí?

Él dijo: consigue

Allí viene el hombre con la jarra de agua


¿Agüita salobre esta de aquí, eh?

"Sí, estos pé-de-serra son todos así"

¿La gente por aquí todavía baila?

"En las cuatro fiestas del año"


¿Hay buen tocador por aquí?

"Solo Januário véi"

¿Él es bueno de verdad?

"¡Nunca encontró quien lo superara, en el fuelle de ocho bajos!"


Él tiene unos hijos que tocan, ¿verdad?

Sí... pero se fueron para el Sur

Ya no vienen aquí, porque no son tontos

Me llamó tonto


¿De aquí a Exu todavía está muy lejos?

Son unas seis leguas

Aquí entre nosotros

Ahora en ese coche no da ni cuatro


Entonces, yo ideé un plan:

Voy a llegar a casa de madrugada

Quiero gastarle una broma al viejo Januário

Él ya no me conoce

Le voy a dar el mayor susto

No tengo miedo

Porque él tiene buen corazón


Llegué a casa a medianoche

Aquel silencio

Un perro ladró de acá, otro ladró de allá

Llegué de verdad a nuestra casa vieja


¿Hay alguien en casa?

Nadie

¡Hay alguien en casa!

Nadie


Entonces, me acordé

Del prefijo sertanejo

¡Alabado sea

Nuestro Señor Jesucristo!

Para siempre

Sea Dios alabado


¿Es usted Januário?

Sí señor

Tengo un mensaje para usted

¡Que su hijo mandó, Luiz!


Pero, cuando venga de ahí,

Señor Januário

Tráigame un coco de agua

Que me estoy muriendo de sed

Entonces

Vi al viejo encender la lámpara de aceite

Allí dentro


De ahí otra cosita

Escuché fue el chapoteo de la jarra

En la olla

¡Chapuzón!


Entonces, miré por la rendija de la ventana,

El viejo viene

Con la lámpara de aceite en la mano,

La jarra de agua en la otra


Marqué cuál era la ventana que él iba a abrir

Entonces, puse mi cara justo en la ventana

Así

Cuando él abrió

Estaba cara a cara.

Él se deslumbró con la lámpara de aceite

Y dijo

"¿Quién es usted?"

Yo dije, en su cara

"¡Luiz Gonzaga, su hijo!"

"¿Esta es hora de que llegues a casa

¡¿Cornudo sinvergüenza?!"


Cuando volví allí en el

¡Espera! ¿Entonces me llaman cornudo

Y ustedes aplauden?


Cuando volví allí en el sertão

Quise burlarme de Januário

Con mi fuelle plateado


Solo de bajos, 120

Botones negros bien juntos

Como negros emparejados


Pero antes de lucirme

De paso por Granito

Enseguida me fueron diciendo

De Taboca a Rancharia

De Salgueiro a Bodocó

Januário es el más grande


Y fue que me dijo, medio enojado

El viejo Jacó

Luiz, respeta a Januário

Luiz, respeta a Januário

Luiz, tú puedes ser famoso

Pero tu padre es más astuto

Y con él nadie puede, Luiz

Luiz, respeta los ocho bajos de tu padre


Con el viejo macho nadie puede

Sí, Luiz. Tú eres muy importante

Pero tienes que respetar

Los ocho bajos de tu padre, Luiz

Januário es Januário, Luiz

¡Eita, qué trabajo endemoniado!

Y toma Xote

Y toma Samba

Y toma baile en sala de revoque

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