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Luiz Gonzaga

A Peleja Do Gonzagão X Teo AzevedoThe Struggle of Gonzagão vs. Teo Azevedo

Luiz Gonzaga · RCA 100 Anos De Música - Luiz Gonzaga RCA 100 Years of Music - Luiz Gonzaga (2001)

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Composer: Luiz Gonzaga

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Translations are AI-generated and may contain inaccuracies — especially with Brazilian cultural expressions, regional slang, and short phrases, where it is hard for the AI to grasp the context. Still, we hope it helps you follow along with the music. If you spot something that could be improved, get in touch!

The English translation is below the Portuguese lyrics

Full lyrics

Já corri trecho de mundo

Defendendo meu enredo

Com a sanfona no peito

Não sou homem de ter medo

Na peleja do calango

Convido Téo Azevedo


Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai

Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai


Seu Luiz, eu estou pronto

Pra travar a cantoria

Mergulhar no meu sertão

No mundo da poesia

Ponteando a minha viola

Ao nascer de um novo dia


Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai

Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai


Sou matuto nordestino

De guarda-peito e gibão

Precata e chapéu de couro

De lidar com o barbatão

A tristeza que aparece

Eu faço dela uma canção


Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai

Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai


Meu esteio é um aboio

Quando brota o amanhã

No canto da Araponga

Respondendo o Jaçanã

Gorjeando o Rouxinol

No lamenta Acauã


Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai

Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai


Sou sertão, sou pé-de-serra

Cantador e sanfoneiro

Eu sou o cheiro da terra

Sou o rio e tabuleiro

Sou a fé no Padre "Ciço"

O Santo do Juazeiro


Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai

Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai


Eu sou filho de Teófilo

Que no verso era arisco

Catrumano, violeiro

Ligeiro que nem Corisco

Da banda norte mineira

O estado São Francisco


Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai

Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai


Sou filho de Januário

Tocador de oito baixo

Sertanejo até a tampa

Eita velho que era macho!

O poeta da sanfona

Que nunca caiu do cacho


Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai

Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai


Sou da terra do pequi

Da cachaça e do tutu

Do quiabo com galinha

Ora-pro-nóbis e angu

Do panã e surubim

E da farofa de tatu


Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai

Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai


Sou da terra do jabá

Do guisado e da buchada

Carne de sol de dois pelos

Requeijão e umbuzada

Jerimum, sarapatel

Macaxeira e coalhada


Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai

Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai


Meu sertão tem cantilena

Do repente e violeiro

Calango, Lulu Guaiano

Marujada e Seresteiro

Caboclinho e Catopê

Isso é Coco Violeiro


Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai

Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai


Sou da terra da embolada

Xote, Baião e Xaxado

Do Frevo e Maracatu

Da Novena e do Reisado

Coco Forró e Rojão

E do repente improvisado


Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai

Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai


Vamos parar o calango

Encerrar nossa porfia

Viva treze de dezembro

Dia de Santa Luzia

O senhor fez setenta anos

Com a sanfona e simpatia


Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai

Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai


Obrigado, Téo Azevedo

Um poeta sei que sois

Completei setenta anos

No ano de oitenta e dois

Dia treze de dezembro

Que não pôde ser depois


Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai

Calango vem, calango vai

Calango fica, calango sai

Translation

I've traveled the world

Defending my story

With the sanfona on my chest

I'm not a man to be afraid

In the calango fight

I invite Téo Azevedo


Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves

Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves


Seu Luiz, I am ready

To start the singing

To dive into my sertão

Into the world of poetry

Plucking my viola

At the dawn of a new day


Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves

Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves


I am a nordestino matuto

With chest protector and gibão

Precata and leather hat

To deal with the barbatão

The sadness that appears

I make a song out of it


Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves

Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves


My support is an aboio

When tomorrow sprouts

In the song of the Araponga

Answering the Jaçanã

The Nightingale warbling

In the lament of the Acauã


Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves

Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves


I am sertão, I am pé-de-serra

Singer and sanfona player

I am the smell of the earth

I am the river and the plateau

I am the faith in Padre "Ciço"

The Saint of Juazeiro


Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves

Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves


I am the son of Teófilo

Who was wild in verse

Catrumano, viola player

Quick like Corisco

From the northern Minas Gerais band

The state São Francisco


Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves

Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves


I am the son of Januário

Eight-bass musician

Sertanejo to the core

Oh, what a tough old man!

The poet of the sanfona

Who never fell from the bunch


Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves

Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves


I am from the land of pequi

Of cachaça and tutu

Of okra with chicken

Ora-pro-nóbis and angu

Of panã and surubim

And of tatu farofa


Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves

Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves


I am from the land of jabá

Of stew and buchada

Sun-dried meat of two hairs

Requeijão and umbuzada

Jerimum, sarapatel

Macaxeira and curd


Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves

Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves


My sertão has cantilena

Of repente and viola player

Calango, Lulu Guaiano

Marujada and Seresteiro

Caboclinho and Catopê

This is Coco Violeiro


Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves

Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves


I am from the land of embolada

Xote, Baião and Xaxado

Of Frevo and Maracatu

Of Novena and Reisado

Coco Forró and Rojão

And of improvised repente


Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves

Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves


Let's stop the calango

End our dispute

Long live December thirteenth

Day of Santa Luzia

You turned seventy

With the sanfona and sympathy


Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves

Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves


Thank you, Téo Azevedo

A poet I know you are

I turned seventy

In the year eighty-two

December thirteenth

Which could not be later


Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves

Calango comes, calango goes

Calango stays, calango leaves

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