Composer: Luiz Gonzaga
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The English translation is below the Portuguese lyrics
Full lyrics
É verdade, meu senhor
Essa história do sertão
Padre Vieira falou
Que o jumento é nosso irmão
Ão, ão, ão, ão, ão, ão
O jumento é nosso irmão
Quer queira ou quer não!
O jumento sempre foi
O maior desenvolvimentista do sertão!
Ajudou o homem na lida diária
Ajudou o homem
Ajudou o Brasil a se desenvolver
Arrastou lenha
Madeira, pedra, cal, cimento, tijolo, telha
Fez açude, estrada de rodagem
Carregou água pra casa do homem
Fez a feira e serviu de montaria
O jumento é nosso irmão!
E o homem, em retribuição
O que é que lhe dá?
Castigo, pancada, pau nas pernas, pau no lombo
Pau no pescoço, pau na cara, nas orelhas
Ah, jumento é bom, o homem é mau!
E quando o pobre não aguenta mais o peso
De uma carga, e se deita no chão
Você pensa que o homem chega
Ajuda o bichinho se levantar? Hum, pois sim!
Faz é um foguinho debaixo do rabo dele
O jumento é bom
O jumento é sagrado
O homem é mau
O homem só presta pra botar apelido no jumento
O pobrezinho tem apelido que não acaba mais
Babau, Gangão, Breguesso, Fofarchão
Imagem do Cão, Musgueiro, Corneteiro, Seresteiro
Sineiro, Relógio, é, ele dá a hora certa no sertão
Tudo isso é apelido que o Jumento tem
Astronauta, Professor, Estudante
Advogado das Bestas
É chamado de Estudante
Porque quando o estudante não sabe a lição da escola
O professor grita logo
Você não sabe porque você é um jumento!
E o estudante, pra se vingar
Botou o apelido no jumento de professor
Porque o professor ensina a ler de graça
Pois sim!
Quem ensina a ler de graça é o jumento, mo fio
É assim
A! E! I! O! U! U!
Ípsilon, ípsilon, ípsilon
Ípsilon, ípsilon, ípsilon
Só não aprende a ler quem não quer!
Esse é o jumento, nosso irmão
Animal sagrado!
Serviu de transporte de Nosso Senhor
Quando ele ia para o Egito
Quando Nosso Senhor era pirritotinho
Todo jumento tem uma cruz nas costas, num tem?
Pode olhar que tem
Todo jumento tem uma cruz nas costas
Foi ali que o menino santo fez um pipizinho
Por isso ele é chamado de sagrado
Ha, ha, jumento meu irmão
O maior amigo do sertão!
Ele é cheio de presepada, sim senhor
Uma vez ele me fez uma, menino
Que eu não me esqueci mais
Quando dá as primeira chuva no sertão
A gente planta logo um milhozinho
No monturo da casa da gente
Porque dá ligeiro e é milho doce
Dá ligeirinho, ligeirinho!
O jumento cismou de ser meu sócio!
Eu disse: Eu pego ele!
Quando ele invadiu minha roça, he
Eu preparei uma armadilha, cheguei perto dele e disse
Comendo meu milho, hein! Vou lhe pegar!
Ele balançou a cabeça, ligou as antenas
Troceu o rabo, troceu, troceu, troceu
Deu corda e disparou!
Deu um pulo tão danado na cerca
Que nem triscou na minha armadilha
Correu uns 10 metros, fez meia volta
Olhou pra mim e me gozou
Seu Luiz! Seu Luiz! Comi seu milho!
E como! E como! E como! E como!
Filho da peste! Comeu mesmo!
Mas eu gosto dele
Porque ele é servidorzinho que é danado!
Animal sagrado!
Jumento, meu irmão, eu reconheço teu valor!
Tu és um patriota! Tu és um grande brasileiro!
Eu tô aqui, jumento, pra reconhecer o teu valor, meu irmão
Agora, meu patriota, em nome do meu sertão
Acompanho o seu vigário, nesta eterna gratidão
Aceita nossa homenagem
Ó jumento, nosso irmão, ão, ão, ão, ão, ão, ão
Translation
It's true, my lord
This story of the sertão
Padre Vieira said
That the donkey is our brother
Ão, ão, ão, ão, ão, ão
The donkey is our brother
Whether you like it or not!
The donkey has always been
The greatest developer of the sertão!
It helped man in his daily toil
It helped man
It helped Brazil to develop
It dragged firewood
Wood, stone, lime, cement, brick, tile
It built dams, roads
It carried water to man's house
It went to the market and served as a mount
The donkey is our brother!
And man, in return
What does he give it?
Punishment, beatings, stick on its legs, stick on its back
Stick on its neck, stick on its face, on its ears
Ah, the donkey is good, man is bad!
And when the poor thing can no longer bear the weight
Of a load, and lies down on the ground
Do you think man comes
To help the little animal get up? Hum, yeah right!
He makes a little fire under its tail
The donkey is good
The donkey is sacred
Man is bad
Man is only good for giving nicknames to the donkey
The poor thing has nicknames that never end
Babau, Gangão, Breguesso, Fofarchão
Imagem do Cão, Musgueiro, Corneteiro, Seresteiro
Sineiro, Relógio, yes, it tells the right time in the sertão
All these are nicknames the Donkey has
Astronauta, Professor, Estudante
Advogado das Bestas
It is called Estudante
Because when the student doesn't know the school lesson
The teacher immediately shouts
You don't know because you are a donkey!
And the student, to get revenge
Nicknamed the donkey Professor
Because the professor teaches reading for free
Yeah right!
The one who teaches reading for free is the donkey, my boy
It's like this
A! E! I! O! U! U!
Ípsilon, ípsilon, ípsilon
Ípsilon, ípsilon, ípsilon
Only those who don't want to learn to read won't!
This is the donkey, our brother
Sacred animal!
It served as transport for Our Lord
When he went to Egypt
When Our Lord was a little child
Every donkey has a cross on its back, doesn't it?
You can look, it does
Every donkey has a cross on its back
It was there that the holy child made a little pee
That's why it is called sacred
Ha, ha, donkey my brother
The greatest friend of the sertão!
He's full of mischief, yes sir
One time he pulled one on me, boy
That I never forgot
When the first rains come in the sertão
We immediately plant a little corn
In the compost heap of our house
Because it grows fast and it's sweet corn
It grows quickly, quickly!
The donkey got it into its head to be my partner!
I said: I'll get him!
When he invaded my field, heh
I prepared a trap, got close to him and said
Eating my corn, huh! I'm going to catch you!
He shook his head, perked up his ears
Twisted his tail, twisted, twisted, twisted
Wound up and bolted!
He made such a damned jump over the fence
That he didn't even touch my trap
He ran about 10 meters, made a U-turn
Looked at me and mocked me
Seu Luiz! Seu Luiz! I ate your corn!
And how! And how! And how! And how!
Son of a pest! He really ate it!
But I like him
Because he's such a damned good little servant!
Sacred animal!
Donkey, my brother, I recognize your worth!
You are a patriot! You are a great Brazilian!
I'm here, donkey, to recognize your worth, my brother
Now, my patriot, in the name of my sertão
I accompany your vicar, in this eternal gratitude
Accept our tribute
Oh donkey, our brother, ão, ão, ão, ão, ão, ão